sexta-feira, 15 de maio de 2009

APROVEITANDO O TEMA DA POSTAGEM ANTERIOR...


Aproveitando para falar de amor, que foi o tema desta madrugada em Gomorra, refletimos sobre o quanto este sentimento está relacionado ao sedentarismo pós-era neolítica ou à consolidação dos ideais burgueses disseminados após a Idade Moderna. Tais reflexões advieram da audiência ao clássico de Michelangelo Antonioni, “Blow-Up – Depois Daquele Beijo” (1966), petardo cinematográfico que, no plano sintagmático, mostra o tédio de um fotógrafo profissional que, ao zanzar pelas ruas londrinas, testemunha um assassinato através das lentes de sua câmera, mas, no plano paradigmático, aborda toda a explosão contra-cultural (e posteriormente cooptada pela Industria Cultural e fetichista) vinculada à década de 1960. Nesse sentido, ele joga fora o pedaço de guitarra que adquirira em meio a uma briga com a platéia até então inerte de um espetáculo de The Yardbirds e ajuda a restituir a um jogo de tênis imaginário a bola que caíra no meio da grama pintada de verde. Antes disso, porém, todos na sala surpreendiam-se com o modo severo com que o fotógrafo protagonista (interpretado por David Hemmings) tratava as modelos magras, fúteis e lascivas que visitavam insistentemente o seu ateliê... Obra-prima - e Juliana Aguiar tem medo de trovões!

Wesley PC>

2 comentários:

Leno disse...

e graças ao sedentarismo pós-era neolítica que minha barriga cresce hehehe

Pseudokane3 disse...

Mas tem quem te encha a barriga quem te ame, quem te faça as coisas descritas na canção abaixo...

Ponto para ti, tio!

WPC>