segunda-feira, 15 de junho de 2009

O EFEITO DOMINÓ DE UMA VIDA QUASE COMO QUALQUER OUTRA


Quinta-feira à noite, quando voltava para casa, encontrei um grupo de homossexuais que sentia orgulho disso. Sentiam tanto orgulho que chegavam ao limite da discriminação. Em dado momento, descobri que um dos integrantes daquele gueto havia discutido com uma amiga. A resposta veio sem pensar: “é isso o que dá inserir uma mulher entre ‘gays’. Só podia acabar em briga. Mulher no meio de ‘gays’ não dá certo, a não ser que a pessoa esteja em crise de auto-afirmação!”. Achei o comentário grosseiro, mas não falei nada na hora. Tinha sido pego de surpresa, acho.

Fui para casa, vivi. Os dias se passaram e, hoje pela manhã, ao acordar, seguindo meu tradicional hábito de escolher um CD aleatoriamente, deparei-me com “Left on the Middle” (1997), álbum de estréia da esposa do anoréxico mais belo da Austrália, Natalie Imbruglia. A faixa inicial, “Torn”, é um verdadeiro clássico do universo ‘pop’ e tornou-se muito conhecida em Sergipe quando foi tema da novela “Corpo Dourado”, exibida em 1998, se não me engano. À época, na flor de meus 17 anos de idade, eu tinha uma namorada Testemunha de Jeová. Esta canção era a preferida dela. Meses depois, ela chorou num ônibus e me escreveu uma carta de despedida com a letra desta canção. Talvez ela me ame até hoje, mas obedece a um estranho orgulho “femininista” e não fala mais sobre o assunto. Casou-se com outro homem, da igreja dela. E eu me emocionei discretamente ao ouvir novamente a canção, cuja letra livremente traduzida diz mais ou menos o seguinte:

“Bom, tu podes nao ser necessariamente o homem que eu adorei
Tu pareces não ligar ou se importar
Para o que quer que seu coração se incline,
Eu não o conheço mais!

Não existe mais nada onde eu costumava me deitar
Meus diálogos correm secamente
O que está acontecendo?
Nada está bem, eu estou despedaçada”


Assim dizia a letra da canção. No videoclipe, a cantora encarava a câmera com uma expressão triste e revoltada, enquanto tudo desmoronava no ambiente doméstico atrás dela. Uma interpretação literal e prenhe de sentido para a canção, que, como as demais faixas do álbum, carregam um pouco de ressentimento passional, que obviamente me diz respeito inverso. Exemplo enumerativo: as demais canções recebem nomes como “One More Addiction”, “Leave Me Alone”, “Big Mistake” e “Left on the Middle”, mas a que eu mais gosto chama-se “Wishing I Was There”, faixa 05, que prediz:

“Eu sei, eu fiquei fria
Porque eu não posso abandonar as coisas, completamente sozinha
Entenda-me, eu sou propensa a acidentes
Eu, eu estou livre
Toda noite, a lua é minha
Mas, quando a manhã chega,
Não diga que me ama
Não diga que precisa de mim
Pois eu não acho isso justo
Garoto, eu não sou boba
Mas, quando tu me deixaste,
Eu desejaria, eu desejaria, eu desejaria ter estado lá”


O que isso quer dizer? Não sei ao certo, pois não sou assim. Mas, definitivamente, heterofobia é não comigo! Amo homens, mulheres, animais, seres brutos e tudo mais o que existir neste mundo!
Wesley PC>

6 comentários:

Leno disse...

combater preconceito com preconceito (se isso for algum tipo de resistência) não cola mesmo.

Pseudokane3 disse...

Faço minhas as palavras do tio!

WPC>

Fábio Barros disse...

Vocês precisam falar isso a Renisson!

Pseudokane3 disse...

Renison foi o autor da frase em negrito! Justamente!

WPC>

Fábio Barros disse...

Só podia ¬¬

Ay disse...

Acho ridiculo esse tipo de comentario e atitude!