sexta-feira, 29 de maio de 2009

“ALLEINE ZU ZWEIT”


“Einsam, gemeinsam
Wir haben verlernt uns neu zu suchen
Die Gewohnheit vernebelt
Die Trägheit erstickt
Der Hochmut macht trunken
Und die Nähe treibt zur Flucht

Tanz, mein Leben, tanz
Tanz mit mir
Tanz mit mir noch einmal
In den puren Rausch der nackten Liebe”


Depois de sete anos de recesso, volto a ouvir compulsivamente esta mesma música desta mesma banda. Da última vez que a tinha escutado, havia acordado com os fungados insistentes de um garoto viciado em loló (droga caseira à base de cola e sacolas de supermercado), cuja mãe viajava pelo Nordeste brasileiro em busca de mulheres que pudessem compor sua quota mínima de prostitutas aptas a contribuírem para a abertura de um puteiro clandestino sergipano. Hoje não encontro mais as pessoas com quem andava em 2002: não encontro mais o garoto de cabelo rosado que me fez provar para mim mesmo que, definitivamente, tenho traumas de beijos na boca. Não encontro mais aquele menino com sorriso eqüino que ficou apaixonado pelos filmes anárquicos de Jean-Luc Godard e Luís Buñuel. Não encontro mais aquele outro rapaz eternamente vestido de preto, mas que se comprazia em contar piadas socialmente autorizadas. Meus interesses gregários são outros. As músicas mudaram, as drogas mudaram, mas o refrão permanece retumbando em minha mente:

“Sozinhos, apesar de juntos
Nós nos esquecemos de como procurar um ao outro
O hábito obscurece a visão, a letargia sufoca os sentidos
O orgulho intoxica a mente e a proximidade distancia

Dance, minha vida, dance!
Dance comigo,
Dance comigo mais uma vez nesse puro êxtase de amor despido”


Wesley PC>

Um comentário:

Bigato disse...

Lacrimosa, uma das minhas bandas favoritas para determinadas fases. Halt mich! Mein Leben, halt mich!