Protagonizado por um talentosíssimo, onipresente e contido Robin Williams, este filme é composto por cinco episódios, todos protagonizados por alguém chamado Hector: no primeiro dos episódios, ele é um pai de família rupestre que, de repente, vê sua família ser levada por navegadores galeses; no último, ele é um corretor imobiliário um tanto desonesto que tenta refazer as pazes com seus filhos, os quais não via há muito tempo. Entre uma e outra estória, Hector fora também um escravo romano que tenta fugir da obrigação de suicidar-se ao lado de seu tolo amo, um sacristão apaixonado por uma viúva italiana com a qual hesita em viver, e um nobre português que naufraga numa praia e tanta consolar uma ex-amante, agora casada com um de seus melhores amigos. E, em meio a todas estas sagas corriqueiras, a trilha sonora de Michael Gibbs e a impressão fugidia de que, em algum lugar, há alguém que espera por nós. Ao final, a certeza: “este pode ser o melhor momento de tua vida. Desfrute-o!”
Era o filme que eu precisava ver hoje. Não o que eu esperava ou o que eu tinha programado, mas o que eu precisava. Sinto-me contente após a sessão, justamente por ter posto à tona um tantinho da amargura que me assola agora, manifesta na minha recusa de raspar a minha barba até resolver um problema acadêmico pendente. Sou mais psicótico que supersticioso, insisto. Mas, acima de tudo, sou um ser humano!
Wesley PC>
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