sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

E EU PENSAVA QUE A NUDEZ DO JOVEM THALES PAN CHACON E A DIREÇÃO DO LUIZ CASTELLINI BASTARIAM... COMO NÃO?!

“Elite Devassa” (1984) já havia se insinuado diante de mim duas vezes antes da madrugada de hoje. Por mais que o título do filme me atraísse bastante, além das indicações positivas contidas no título desta postagem, contingências me afastaram do filme, até que, há poucos minutos, finalmente eu pude conferi-lo na íntegra. Francamente, como eu me decepcionei...

 Apesar de a trama do filme ter como ponto de partida os mesmos desvios de classe demonstrados em filmes anteriores do diretor, atrelados ao fato-chave de que uma moça rica (ou mais de uma) se envolve sexualmente com um empregado, tal qual ocorreu em “Depravação: Orgia das Taras” (1980) e “A Reencarnação do Sexo” (1982), a forçação de barra pseudo-sociológica e a má interpretação justamente do muso Thales Pan Chacon prejudicaram sobremaneira o filme, que, para piorar, possui um roteiro confuso e entulhado de personagens afuncionais, como a diva Aldine Müller, que aparece majestosamente despida numa cena orgiástica impressionante mas desconjuntada. Sinceramente, não deu para levar a sério a tramóia de suspense que persegue o protagonista, enredado pelas carências de uma patroa (Selma Egrei) casada com um rico impotente, de sua irmã rejeitada (Patricia Scalvi) e da filha virgem e rebelde da primeira. Enquanto é seduzido por elas, os atos do motorista Teodoro são vigiados por câmeras de vídeo e ele é seguido por antigos empregados da família que o contratou, que o advertem acerca dos perigos da mesma. Ele, porém, dá de ombros e se deixa mergulhar num emaranhado erótico que leva a cabo os ensaios masturbacionais que ele põe em prática durante o banho... Ao final, ele será tão devasso e elitista quanto as mulheres com quem fode.

 Autora original da trama pretensamente polêmica: Adelaide Carraro. Adjetivos que melhor combinam com o filme: tedioso e insípido. Expectativas em relação ao próximo contato com um filme do Luiz Castellini ou com alguma aparição fisicamente desnudada do jovem Thales Pan Chacon: intactas.Eu quero é mais! 

 Wesley PC>

Um comentário:

Juju Sales disse...

Quero assistir a esse filme só por causa do Thales pan chacon... pra mim basta lindoooo... não sou da época em que ele esteve em alta e qndo estava entrando na adolescência ele havia partido... bem conheci seu trabalho depois que morreu vive em meus sonhos