terça-feira, 9 de setembro de 2014

TÃO BOM, QUE EU DORMI NO FIM...

As pessoas acostumadas às atividades sexuais mútuas tendem à constatação de que o sexo é relaxante. Mesmo inexperiente nesta prática, admito que isso é verídico. Não por acaso, muitos adormecem após a foda, ou se sentem mais tranqüilos depois dela...

 No que tange à recepção espectatorial, adormecer pode ser um indício de enfado. Adormeci ao final do curta-metragem “O Rei da Montanha” (2000, de Duncan Tucker), mas, ao contrário de ter me frustrado com o filme – conforme aconteceu com muitas pessoas – achei-o deveras apreciável. Na trama, um rapazola abobalhado senta-se numa praia e lê. Um rapaz bonito aproxima-se dele, banha-se completamente despido e, em seguida, o convida para ir a uma casa estonteante. Confessa que trabalha como michê e que cobra quarenta dólares por uma transa. O rapazola escandaliza-se, mas deixa evidente que está interessado na oferta. Paga, aceita, trepa, goza. Quer mais. Com o dinheiro, o michê compra cocaína e divide com ele. A segunda custa apenas cinco dólares e, mais tarde, um relógio furtado. Adormeci a final. Gostei do filme...

 Em verdade, por mais que a composição do personagem abobalhado não seja das melhores, o michê vivido por Paul Dawson é apetecível. Creio que, se fosse eu no lugar do paspalho, também pagaria. Recusaria a cocaína, mas aceitaria a oferta sexual. E, quem sabe, dormiria contente ao final. Quem sabe? Eu estou precisando... Eu mereço!

 Wesley PC>

Um comentário:

ADEMAR AMANCIO disse...

Vi o curta (muito bom),disponível no youtube, por causa deste texto.Eu tive uma impressão contrária,achei o michê feinho,e o pagante bonitinho,pricipalmente com a indumentária trocada no final.