domingo, 2 de novembro de 2014

DO ENFADO ERÓTICO, QUANDO O EROTISMO É SUBTRAÍDO

Recentemente, fui abordado ciberneticamente por um leitor deste ‘blog’, que confessou apreciar as minhas referências virginais. Inicialmente, não entendi bem do que se tratava, mas conhecer pessoas interessantes é algo que me apraz e, como o interlocutor em pauta demonstrou-se inteligente e sensível, tentei retribuir a atenção com a simpatia que ele me destinava. Porém, estava cansado: tinha que trabalhar bastante neste final de semana, sexta e sábado de matrícula dos estudantes aprovados num vestibular para Universidade à Distância...

Trabalhei por quase doze horas ininterruptas e, ao chegar em casa, senti uma forte irritação na mucosa anal, que sangrava após o ato fecal. Talvez eu esteja padecendo de hemorróidas, o que me atemoriza sobremaneira, principalmente levando-se em consideração a virgindade que atraiu o meu interlocutor. Preferi não pensar muito nisso: pedi que minha mãe me pusesse um prato de sopa e assisti a um filme britânico que começava na TV, “Histeria” (2011, de Tanya Wexler).

Propagandeado como uma obra leve e simpática (e, em minha opinião, imperdoavelmente assexuada) sobre a invenção do vibrador, em verdade, a trama é sobre a paixão de um médico idealista (Hugh Darcy) por uma rapariga feminista e altruísta (Maggie Gyllenhaal), que é acusada de ser histérica por não ceder às exigências sociais preconceituosas, que a proibiam de ter vida social para além da cozinha. Sua irmã estuda frenologia e, inicialmente, pretendia casar com o médico por quem ela se apaixona ao final. No meio, uma estória exageradamente cômica (e verídica) sobre mulheres ricas e insatisfeitas que pagavam a um médico mais velho (Jonathan Pryce) para que este massageasse as suas vulvas. Seguiu-se o enfado. E um dia após o outro também!

Wesley PC>

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