quarta-feira, 17 de julho de 2013

“NÃO ADIANTA O QUANTO TU TRANSAS, O SOFRIMENTO NÃO ACABA!”

Na madrugada de hoje, fui acordado durante um sonho típico: estava acompanhado de um amigo que se recuperava do vício em baralho, quando somos perseguidos pelas acusações preconceituosas de uma tia falastrona dele. Enviei-lhe um SMS comunicando o entrecho onírico e começamos a conversar madrugada adentro, de modo que, de repente, percebi-me sem sono. Resolvi levantar da cama e ver se tinha algum filme interessante para ser visto. Deparei-me com uma obra cômica inusitada chamada “As Aventuras de um Virgem” (2010, de Andrew Gurland & Huck Botko), cujo resumo da trama merece ser destacado abaixo, de tanto que me espantou:

No filme, um adolescente de nome Matt (Matt Bennett), tratado como ‘nerd’ por seus amigos, apesar de fumar maconha, tocar violão e outras atividades que o tornam popular, permanece virgem, não obstante ter uma belíssima namorada. Esta é flagrada sendo lambida nos seios por um conquistador, de modo que, disposto a se vingar, Matt prepara uma situação erótica em que documentaria videograficamente a primeira transa dos dois e a publicaria na Internet. Na hora H, entretanto, Matt tem um ataque súbito de diarréia e defeca ruidosamente, de modo que o vídeo faz com que ele seja duplamente ridicularizado pelos audientes: por ser virgem e por ser cagão. Disposto a se livrar de ambas as pechas, ele busca com quem transar, encontrando eco numa garota supostamente experiente que entra em contato através de um ‘e-mail’. Ela, porém, exige que ele compre um terno caríssimo e depile o seu púbis antes de foder com ela. Deslumbrado e afoito, ele rouba um termo que custa mais de US$ 1.750,00 e pede que seu irmão raspe os seus pêlos pubianos. Mais uma vez, ele tenciona documentar videograficamente a foda, mas ele é ludibriado por sua parceira sexual, que, na verdade, era uma estudante de Antropologia Urbana: disposta a demonstrar a sua tese sobre a ingenuidade dos machos humanos famintos de sexo, ela faz com que ele chupe o pênis de plástico de uma boneca-travesti e o deixa esperando em vão por duas horas e quarenta minutos, publicando o vídeo indecoroso no YouTube. Nova ridicularização.  Ainda mais agoniado com os comentários violentos acerca de sua idiotia, Matt tenta fazer sexo com sua meia-irmã bêbada, mas é interrompido por seu irmão, que contrata os serviços de uma atriz pornô. Ele viaja em busca dela, lambe-lhe os seios e depois procura a sua namorada, dizendo que estão quites. Ao final, eles fazem sexo pela primeira vez e o vídeo publicado realça o quão grande é o pênis de Matt, afinal borrado nas cenas em que ele aparece nu. O final é felicíssimo e a moral da história é aquela que intitula esta postagem...

Incapaz de achar o filme péssimo (a verossimilhança induzida desta trama é primorosa, inclusive no que diz respeito ao fato de os atores emprestarem os seus nomes reais aos personagens), fiquei com estas imagens na mente, enquanto tentava cochilar por mais meia-hora, antes de assistir a uma aula de Jornalismo na universidade. Será que foi identificação? Qual o sentido de um filme como este? Será que eu mereço ser tachado como virgem ainda? Perguntas, perguntas...


Wesley PC> 

Um comentário:

Leno de Andrade disse...

Concordo com o título. Cada dia a mais discordo da frase "Pra curar um amor platônico, só uma trepada homérica", ou a de Chico Buarque que diz que "se cura a dor na orgia". Sou mais Cartola que dizia "Noto que é ridícula a minha vingança".