segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

“NUNCA FUI BEIJADO” (28º EPISÓDIO DE “GLEE”) OU DE COMO EU SOU INFLUENCIÁVEL:

Creio que não serei o primeiro a comentar a ousadia sustentacular que bem se manifestando nos episódios da segunda temporada de “Glee”, mas confesso que, não obstante não estar mais tão empolgado como na primeira, os recursos de valoração personalística que o criador e roteirista homossexual Ryan Murphy vem adotando nos episódios recentes me surpreendeu: como se não bastasse mostrar duas garotas deitadas numa mesma cama enquanto se beijavam ou a tentativa de encenar numa escola juvenil um famoso musical da década de 1970 em que o protagonista é um travesti promíscuo, o seriado deu-se ao luxo de finalmente apresentar um beijo ‘gay’ masculino adolescente. O que eu jamais esperava ver em minha época de adolescência rejeitada agora é um fenômeno midiático trivialmente vendável. E, definitivamente, eu não consigo achar ruim! Quando aquele menino afetado adentrou o vestiário dos machões do seu colégio, irritado com o modo que lhe tratavam e gritou para o menino que mais lhe oprime com violência que este não fazia o seu tipo “por ser gordinho, suar bastante e estar quase calvo antes de ter 30 anos”, eu não esperava que este último beijasse-o à força, numa demonstração chavonada de que todo agressor homofóbico é um pederasta incubado. Não precisava disto. Porém, da forma como foi apresentado, a situação me foi espectatorialmente marcante. E calhou de aquele ter sido o primeiro beijo na boca do jovem afetado. Por que eu não vi este episódio com 15 anos de idade, meu Deus?!

Wesley PC>

Um comentário:

Everton Rocha disse...

Assim que vi essa cena e que chorei, lacrimegei, gemi, imaginei, reinventando-a, Advinha de quem imdediatamente lembrei?
Você! Fiquei imaginando você vendo o que vi e senti. Naõ sabia que você já tinha visto. Glee me faz bem. Será que devo sentir vergonha por uma personagem desse seriado mudar meu comportamentp? Wesiley estou mudado. Aos poucos quero que saibam o que sou. Acharia ridículo se eu ficasse fingindo o que sinto de verdade. Me acharia o ser mais deprimente, mas fraco. Quero e vou mostrar quem sou.