terça-feira, 2 de março de 2010

SENHOR, MESMO QUE TU NÃO EXISTAS, EU ACREDITO MUITO EM TI!

Antes de vir para o trabalho, no começo da tarde de hoje, conversei brevemente com um recém-amigo histriônico pela Internet. Ele se mostrou interessado num garoto que conversava comigo pelo Orkut, uma das mais agradáveis combinações entre inteligência, beleza e simpatia que já estudaram aqui na UFS. Eu explicarei que o garoto não era homossexual e que (para minha felicidade, inclusive), não parecia interessado em levar a cabo qualquer prática sexual deste tipo. O histriônico insistiu em puxar conversa com ele, com a argumentação de que “o mundo pertence aos ousados”. Eu expliquei o que poderia ser explicado sobre o relacionamento para-amistoso que eu desenvolvida com nosso objeto mútuo de desejo e, quando fui corrigir uma informação tendenciosa, percebi que meus recados dialogísticos foram apagados. Motivo: “quem come quieto, come dez vezes mais”. Eu aceitei a argumentação dele, mesmo agindo de forma contrário, publicizando, sempre que tenho oportunidade, os meus sentimentos e desejos. Contra-argumentação: “se eu tenho que comer algo escondido, talvez eu não deva comer este algo”.

Ao entrar na Universidade, depois de chegar a esta conclusão consoladora, inclinei a minha cabeça para trás, suspirei, respirei uma grande arfada de oxigênio, ouvi vários pássaros cantarem e encantei-me com o vento que balançava algumas folhas arbóreas. Cri em Deus neste momento, mesmo que ele não existisse. Fiquei com vontade de baixar “A Enseada” (2009), premiado e apaixonado documentário de Louie Psihoyos contra a pesca irrefreável de golfinhos. Estou na espera, portanto! Enquanto isso, amo os animais, vegetais, minerais, Deus, aquele menino que apertou minha mão na praia, meus interlocutores virtuais e reais e tu, que está agora lendo estas linhas. Amo!

Wesley PC>

Um comentário:

reli zumanus disse...

Agradeço honrado pela parte que me toca( a de leitor dessas linhas ).